Programa Acompanhar deu resposta a centenas de crianças e jovens em 2024
13 / mar / 2025
Em 2023/24 o Programa Acompanhar chegou a 6,47% da população estudantil de Famalicão desde o 1º ciclo até ao ensino secundário. No total estiveram envolvidos 844 crianças e jovens em grupos de capacitação ou em intervenções socioeducativas em contexto letivo com uma taxa de sucesso educativo de 96%. Neste ano letivo são 862 as crianças e jovens envolvidos, entre os 6 e os 19 anos de todos os estabelecimentos de ensino de Famalicão. No último ano, o programa intensificou as suas respostas pedagógicas reforçou-se fora da área urbana nos AE Terras do Ave, AE Padre Benjamim Salgado e AE Dona Maria II, nomeadamente na EB de Arnoso. Atualmente, esta rede de parceiros incorpora mais de 20 parceiros, sendo que do total de alunos envolvidos, 197 apresentavam duas retenções, 234 estavam em situação de risco, incluindo o risco de abandono escolar. 37 alunos apresentavam necessidades específicas e mais de 160 provinham de territórios em situação de risco (bairros sociais e periferias urbanas assoladas por bolsas de pobreza). Estiveram envolvidos 59 jovens na qualidade de Tutores de Pares, jovens facilitadores de processos de inclusão inteligentes Na análise do ano letivo passado, para 76 % dos alunos envolvidos este programa permitiu-lhes compreender melhor as emoções e as dos outros, 72% dos alunos controlaram melhor o comportamento perante adversidades, 71 % dos alunos melhoraram a relação familiar e 43 % os seus resultados escolares. O Vereador de Educação, Augusto Lima, na reunião de Comissários do Programa Acompanhar, assinalou que “o Programa Acompanhar não pode resolver todos os problemas de capacitação e inclusão no contexto escolar em Famalicão, mas tem sido uma valiosa resposta e um importante contributo para afirmar Famalicão como um território que promove a igualdade de oportunidades para todos”. O mesmo referiu ainda o facto de o Programa Acompanhar “ter permitido uma série de novas abordagens pedagógicas de caráter inovador que hoje já fazem parte do dia a dia das escolas e acabaram por se tornar em boas práticas.”