Escola Secundária D. Sancho I acolheu palestra educativa e exposição itinerante “Chamem-me Stefan”
26 / jan. / 2026
No âmbito da exposição “Chamem-me Stefan”, a Escola Secundária D. Sancho I acolheu, no passado dia 26 de janeiro, uma palestra dedicada à memória do Holocausto e ao valor da ação humanitária em contextos de perseguição e violência extrema. A exposição dá a conhecer a história de vida de Stefan Rozenfeld, de origem judaica, que conseguiu escapar ao Holocausto ainda em criança, graças à concessão de vistos pelo cônsul português Aristides de Sousa Mendes.
A intervenção inicial ficou a cargo do Diretor do Agrupamento, Artur Passos, que agradeceu a disponibilidade dos convidados e sublinhou a importância da preservação da memória histórica como instrumento fundamental de consciência cívica e democrática.
A palestra educativa, realizada em formato virtual, contou com o testemunho de Leah Sills, filha de Stefan Rozenfeld, que partilhou a história do pai, marcada pela fuga da Polónia ocupada pelos nazis e pela reconstrução de uma nova vida nos Estados Unidos, após o assassinato de parte da família durante o Holocausto.
Participaram ainda, nesta sessão, Gérald Mendes e Silvério de Sousa Mendes, respetivamente neto e bisneto de Aristides de Sousa Mendes, que evocaram a coragem e a dimensão humana do antigo cônsul português, responsável pelo salvamento de cerca de 30 mil pessoas, entre as quais 10 mil judeus, uma ação que lhe valeu a condenação pelo regime ditatorial de Salazar e uma vida posteriormente marcada por grandes dificuldades e privações.
A iniciativa revelou-se de elevado valor pedagógico, contribuindo para a educação histórica dos alunos, bem como para o desenvolvimento do pensamento crítico e a reflexão sobre os valores da dignidade humana, da responsabilidade individual e da solidariedade, particularmente relevantes no mundo atual, ainda marcado por profundas desigualdades, conflitos armados e milhões de refugiados.
O PCE e o grupo de História do Agrupamento de Escolas D. Sancho I deixam um agradecimento ao Município de Vila Nova de Famalicão, que através do projeto educativo e cultural "De Famalicão para o Mundo" possibilitou a palestra com os intervenientes, assim como à Fundação Aristides de Sousa Mendes, que disponibilizou a exposição itinerante "Chamem-me Stefan".